quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Living Dead Girl
"...procurava por um poema antigo, que um amigo seu havia lhe enviado anos atrás. E como sempre acontece nesses momentos, quanto mais procurava, nada encontrava. Ironia. Pura e simples ironia. Sua fiel escudeira.
Encontrou coisas que nem lembrava mais: fotos antigas com pessoas que não mais faziam parte de sua vida. Poemas e letras de músicas de admiradores, os mesmos que ela menosprezou tempos atrás.
Hoje em dia, sem saber como (ou sabia e não admitia) sentia falta disso.
Estava nostálgica, e a já conhecida depressão ameaçava romper, fazendo-a chorar horas seguidas.
Jamais agradecera ou dera o devido valor à quem gostava dela: apenas ria e pedia por mais.
Fornecia a corda para quem estivesse disposto a se enforcar.
Não entendia como terminara assim: enrolada até o pescoço na própria corda. Atolada em papéis e declarações sem dono.
E a garota que um dia foi inesquecível, deixava de ser interessante aos poucos, se tornando lembrança, passado e não mais presente, tomando a forma de uma coisa . Afinal, não era esse o nome que havia dado à caixa de cartas?
Coisas.
- Você não é aquela garota que eu conheci?
- Não. Pareço com ela não é mesmo?
- Muito!
- Com a diferença de que aquela garota era viva.
I think of all the friends I've known, but when I dial the telephone...nobody's home.
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2 comentários:
Nostalgia nem sempre é positiva.
Apenas uma palavra DOOM.
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