sábado, 10 de maio de 2008

Carta para você...


Em um desses dias tediosos, onde buscar formas de distração se tornam um passatempo, a caneta e a agenda do trabalho parecem atraentes, de modo que começo a rabiscar uma caricatura mal feita do que foi o nosso relacionamento.


As cenas vão passando pela minha mente, descortinando algumas dúvidas junto com as lembranças, como filmes que eu nem cheguei a ver o final. Mas que sabia que não haveria um "felizes para sempre". Ao pensar em todos os gêneros cinematográficos dos quais gostava, projetava você e eu nos papéis principais. Talvez fossemos aquela comédia romântica, você estrelando o papel de garoto popular e eu a garota sem graça e calada, que lia dicionários para aprender meios complicados de retrucar os outros. Ou quem sabe, um bom suspense, um thriller de Hitchcook, que nos rendeu a perda do fôlego algumas vezes, pelos mais variados motivos. O tão clássico terror, que sempre acabava com sangue, que nesse caso, foi aquele dia em que me cortei tentando fazer algo para comer, e você cuidou do ferimento, me acalmando. Impossível não mencionar o drama, que se aplicava às noites mal dormidas elágrimas que ensopavam o travesseiro à noite. Como não pensar em algum épico? Tristão e Isolda. Romeu e Julieta. Dr. Jivago e Lara.


Assim como esta carta, não consigo imaginar um bom final pro nosso filme.


- Éramos um casal de crianças, você e eu, mas nos amávamos não é?

- Sim. Foi de verdade.

- E tudo o que juramos?

- Foi real naquele momento.

- E por quê não estamos mais juntos?
- Porque "pra sempre" significava até: amanhã, e eu esqueci de comentar esse detalhe com você.






"When I look back, for everything I've done, I know you must cried a river of tears..."

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