quinta-feira, 3 de abril de 2008

Às 7 horas da manhã do dia errado...



17 anos.

Colegial.
Com direito a meia ¾ branca...Sapatinho boneca, saia xadrez plissada, blusa branca e gravata. Confusa em meio aos livros, deveres de casa, brigas constantes com os pais, noite do pijama com as amigas e amassos com o capitão do time de futebol da escola.

Entediada.
Praticamente virgem. A não ser pelo detalhe de não ter centímetro do corpo macio que os garotos já não tenham passado as mãos no banco de trás do carro.
Tudo bem. Virgindade é estado de espírito.

Já tomou um porre de alguma vodka vagabunda, falou o que não devia apenas pra impressionar, toda semana ama um cara diferente, beija as amigas, escuta “My Chemical Romance” com mais freqüência do que deveria, e pinta as unhas roídas de vermelho.

Fuma L.A de cereja, usa calcinhas rendadas e transparentes as quais ela adora mostrar quando levanta a saia pra algum garoto só pelo prazer de mostrar o que ele precisa mas não dar o que ele quer realmente.

Aprendeu a mentir desde cedo, sedução é um passatempo e magoar os outros se tornou prazeroso demais. Sempre foi curiosa demais, experimentou maconha com a melhor amiga atrás do pátio da escola, e logo vai partir pra algo mais forte e interessante.

Ela quer ser descolada.
Não sabe o que fazer de faculdade, mas quer morar sozinha com as amigas e fazer festas sexuais todo fim de semana. Um namorado por semana, uma namorada de vez em quando, pra não cair na rotina, um perfil voyer: gosta de ver homens beijando outros homens e meninas beijando meninas. Tudo faz parte da confusão da adolescência. Ou pelo menos essa é a justificativa dela pra sua única certeza:




Bonitinha...





Mas ORDINÁRIA!

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